
dados de 2007 (Exibido no Jornal da globo, 28/05/2010)
A invenção da roda certamente foi o primeiro passo em direção à constituição da Engenharia Mecânica. Da mesma forma, deram sua contribuição os cientistas que a partir do Renascimento aceleraram as descobertas das leis da natureza. Galileu Gallilei (1564-1642) explicou vários fenômenos, como a queda dos corpos, o movimento dos projéteis, a oscilação do pêndulo e alguns princípios sobre resistência dos materiais e sobre o equilíbrio dos líquidos.
René Descartes (1596-1650) teorizou sobre a relatividade do movimento. Blaise Pascal (1623-1662) revolucionou as teorias sobre o vácuo, demonstrando as leis da pressão atmosférica. Christian Huygens (1629-1695) aperfeiçoou a teoria sobre a relatividade do movimento.
Isaac Newton (l642-1727) conceituou várias leis da mecânica, elucidando a inércia, a ação das forças e a gravitação do universo. Jean Le Rond D'Alambert (1717-1783) estudou a mecânica dos fluidos. Charles Coulomb (1736-1806) lapidou os conceitos sobre a resistência dos materiais.
À parte dessas contribuições teóricas, a Engenharia Mecânica derivou, de fato, da Engenharia Civil - a primeira de todas as engenharias. Os conhecimentos e a prática de ambas estiveram estreitamente ligados, desde o início.
Tanto que o primeiro profissional a se autodefinir como engenheiro civil - o inglês John Smeaton (1724-1792) - concentrara seus estudos em mecânica e astronomia. Nessa época também surgiu a primeira escola de engenharia, a École de Ponts et Chaussées, em 1747, em Paris.
Mas foi somente no século XIX e na Revolução Industrial, com a exploração massiva dos metais e ligas para utensílios e estruturas, que se corporificou e se definiu a Engenharia Mecânica (e, ao mesmo tempo, a Engenharia de Minas).
Com esse primeiro desmembramento da Engenharia Civil, o desenvolvimento das engenharias passou então a ser exponencial. No século XX, elas começaram a sofrer grande diversificação - da engenharia mecânica, por exemplo, surgiram, primeiro a engenharia química e, depois, a engenharia mecatrônica.
No Brasil, o berço da engenharia foi a Academia Real Militar, criada em 1810 por determinação de D. João VI.
Ainda no século XIX foram instaladas a Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1874), a Escola de Minas de Ouro Preto (1876), a Escola Politécnica de São Paulo (1893), a Politécnica Mackenzie College (1896), a Escola de Engenharia do Recife (1896) e a Escola Politécnica da Bahia (1897). Nota-se, portanto, que prevalecia a formação do engenheiro politécnico.
Somente ao longo do século XX é que começaram a surgir as especializações. Primeiramente, além da engenharia civil, a mecânica, a elétrica, a cartográfica e a química.
Depois, outras tantas - a ponto de a engenharia brasileira terminar o século com cerca de trinta especialidades.
Fonte: http://www.mecanicaonline.com.br/2004/07_julho/engenharia/historia_da_engenharia.htm
A novidade poderia ser usada na fabricação de aparelhos portáteis flexíveis e na construção civil.
Por Luciana Alves
Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, EUA, criaram uma nova liga metálica que pode ser usada na produção de antenas flexíveis. Segundo o blog GadgetLab da Wired, o material é capaz de voltar ao formato original, mesmo depois de ser dobrado e enrolado.
Feita a partir de uma liga metálica que permanece líquida à temperatura ambiente, nova antena retorna ao formato original após ser dobrada e torcida,
As antenas normais são feitas de liga de cobre e, em antenas mais baratas, de alumínio. Ambos os materiais sofrem fadiga ao ser dobrados repetidas vezes e podem quebrar-se completamente. O material da antena flexível foi obtido por meio de um novo processo que adiciona Gálio e Índio (os mesmos elementos usados para fabricar as lâmpadas de estado sólido LEDs) à liga para torna-la mais resistente à torção.
Para a produção da antena, os pesquisadores injetam a nova liga, que permanece em estado líquido à temperatura ambiente, em canais muito finos, com a espessura de um cabelo humano, ocos e abertos nas duas extremidades. Quando a liga preenche o canal, sua superfície se oxida, criando uma espécie de “pele”, que mantém o material no lugar sem perder suas propriedades líquidas.
“Esta flexibilidade é especialmente atraente porque a freqüência de operação de uma antena é determinada pela sua forma. Assim, você pode ajustar estas antenas ao torce-las”, diz o Dr. Michael Dickey, um dos co-autores da novidade ao Gizmag. Além da forma, a frequência de operação de qualquer antena também é regida pelo seu tamanho.
Os cientistas acreditam que a nova liga terá um papel fundamental no desenvolvimento de novos dispositivos portáteis flexíveis, como smartphones, já que a maioria deles necessita de antena para funcionar. No entanto, devido ao seu alto custo em relação às antenas convencionais, provavelmente, as antenas flexíveis serão utilizadas primeiro para comunicação na Forças Armadas.
Ela também poderá ser usada no monitoramente de construções, como túneis e pontes. Ao expandir ou contrair, a construção esticaria a antena, alterando sua freqüência de operação e fornecendo informações aos engenheiros civis sobre seu estado estrutural.
Fonte: http://www.geek.com.br/posts/11790-nova-liga-metalica-permite-a-producao-de-antenas-flexiveis

